Houve um dia que eu, ironicamente agora, escrevi que seria feliz. E que uma série de coisas.
E sendo toda essa série de coisas não menos verdade, a verdade é que não chega para ser feliz.
Não interessa muita coisa na verdade na vida. Para mim. Tudo pode ser um desastre. Posso tentar ser uma série de coisas. Posso não conseguir completar essa série de coisas;
a porra é que o amor não se escolhe.
Por menos racional que seja para que resultado seja outro. Por mais tentativas furadas experimentadas, e conversas cheias de sentido.
O resultado, é invariavelmente, e por mais que tente que não, eu, a amá-la.
Por mais que tudo o que se queira pensar tenha o denominador comum de como não pode resultar as coisas; de como não faz sentido algum. De como tudo de tudo, seja um estar quietinho. Eu amo-a.
E porquê, se eu já disse tanto. Se já disse tanto que tudo é diferente. Se tanto já foi dito. Porque:
Quando me lembro dela a chorar ao meu ombro envolta nos meus braços, a soluçar, a tremer, a agarrar-me com todas as forças para eu não a largar, no primeiro dia de universidade, em frente aquele prédio enorme naquela noite escura, porque ia-mos ter de separar para dormirmos cada um na sua casa. Isto basta. Supera tudo. Supera não poder ser. Supera não sermos compatíveis. Supero tudo de tudo. Está aqui gravado no peito. Bem fundo. E sinto. E sinto. E sinto. Mais que minha vida.
Hoje choro como um louco. Um pouco silly. Porque concordei com tudo. Porque tudo é assim. Porque eu pró

rio refiz minha vida. Em todos sentidos. Mas basta-me o momento do primeiro dia da uni. Para perceber que estou enganar quem está a meu lado. Para sentir, que tudo é muito complexo, mas resume-se à porra de que a amo. E choro como um louco.
A questão não é seguir em frente. Estou para além desse estado de vida elementar e rudimentar. Eu já segui em frente. Já fiz novas amizades, novas paixões, novos relacionamentos. A sério que está-se bem na vida. Até ao momento em que... o primeiro dia da Uni se me aflora no coração. Com toda a força de um dilúvio destrói toda esta felicidade construída. E toda esta felicidade não é nada mais, afinal, do que uma grande bolha que faz puff.
E lágrimas é só o que verte de mim. Nenhum sinal de vida. Dor é só o que sinto. Nenhum sinal de vida.
Por isso, não é à toa que digo isto; é diferente de todas as outras milhentas vezes. Mais do que nunca minha vida seguiu em frente. E, mais do que nunca, sofro. Com esse primeiro dia da uni que não larga a minha cabeça, dizendo sem controlo como uma criança: Amo-a.
Serei feliz. Sem dúvida. É uma inevitabilidade quase da vida. Tal como à uma semana era; tal como à dois meses atrás era. Mas, invariávelmente poderei estar tudo bem. Mas bem fundo no meu coração. Enquanto me lembrar assim daquele primeiro dia da Uni, amá-la-ei. Por mais que não queira. Por mais que tudo o que já disse, que não pode ser.
Demorei 50 minutos a apagar esta parte da minha vida. Dois anos a construir. Que diferença. Curioso. Hoje apago isto, e nem olho para trás. Apago a direito. Abro duas notas tão somente. A primeira "I Love You" e milhares de corações. Dela. Tive pontaria. A segunda já nem me lembro. Apaguei tudo a direito. O dia de apagar isto foi hoje. 133 semanas depois. Quão cliché. Dois números três. O meu número de sempre.
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Poderei ter escrito muito, mas o que digo é tão simples.
Vida pode dar voltas que der; Posso ser feliz com muita coisa e muita gente; mas o meu coração, não muda no fim, dê as voltas que der a vida. Amo-a.
Custa tanto ser apenas um animal, e viver neste mundo. O meu coração doi tanto. Tanto.
Choro. Sou tonto. Falo. Nada muda. Choro. Sinto o meu coração. Tanto. Volto ser feliz. Sinto o meu coração. Volto chorar. Choro. Nada muda. Choro.
AMO-TE!
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